ESCOLAS CONECTADAS

Parceiros

+ de 360 mil

Professores beneficiados

2013 – hoje

Para incentivar a formação a distância e o compartilhamento de conhecimento entre educadores, o ProFuturo em parceria direta com HardFun desenvolveu a plataforma Escolas Conectadas.

O projeto, iniciado em 2013, promove a inclusão na cultura digital e incentiva o desenvolvimento de professores(as) de todo o país em aprendizados do século XXI, com aplicação de metodologias inovadoras. Os cursos, totalmente gratuitos, são oferecidos na plataforma e focados na troca de experiência entre estes educadores, na construção coletiva de conhecimento.

Inicialmente, o projeto tinha como objetivo atingir 500 professores, e ao longo do tempo foi se transformando. Atualmente são mais de 94 mil educadores que concluíram cursos e 290 mil matriculados, números que também demonstram a relevância da plataforma, hoje reconhecida internacionalmente por sua contribuição para a melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem.

Durante os anos, a Plataforma Escolas Conectadas foi muito reconhecida pelo seu impacto na vida de professores(as). No dia 5 de outubro de 2020, recebeu o Prêmio Internacional UNESCO-Hamdan Bin Rashid Al-Maktoum, que premia práticas exemplares e resulta na melhoria da eficácia do professor.

Em 2022, a plataforma foi premiada no programa Reimagine Education, na categoria E-learning: Soluções Eletrônicas para a Educação. Nesta categoria são premiados projetos que utilizam novas tecnologias ou utilizam tecnologias existentes de forma inovadora, objetivando facilitar e dar suporte ao processo de aprendizagem. A conferência reúne startups de edtech, professores acadêmicos das principais instituições, diretores de inovação, liderança universitária, professores e outras partes interessadas no futuro do ensino e aprendizagem do ensino superior.

A plataforma também se destaca cada dia mais nos dados de impacto gerados. Em 2021, a empresa RedCrea realizou a avaliação de impacto do projeto Escolas Conectados, com o objetivo principal de identificar, medir e avaliar as mudanças que ocorrem com a intervenção do projeto.

As questões de avaliação identificadas em conjunto com a Fundação Telefônica Vivo foram associadas ao impacto e ligadas ao conhecimento e avaliação das diferentes mudanças em torno dos educadores e outros atores que realizam os cursos de formação do projeto:
“Tendo em conta os aspetos em que se percebem mudanças essenciais em termos dos benefícios do projeto, temos: melhoria da formação, atualização dos professores e aumento salarial com o reconhecimento do certificado; retorno de R$ 4,19 para cada R$ 1 investido no projeto (em 2016 esse índice era de 1,65).”

Escalar projetos em educação sem perder a qualidade e, portanto, uma possibilidade de transformar a experiência educacional – esse é um problema complexo, que acreditamos ainda exigir muita pesquisa e prática. O reconhecimento da UNESCO e da Reimagine Education à plataforma Escolas Conectadas nos mobiliza, pois talvez estejamos conseguindo avançar nesse debate, inventando novas formas de usar as tecnologias computacionais para transformar a sociedade.

Neste projeto, esse é o principal princípio do design, o fio condutor: a busca de um impacto concreto nas práticas dos professores com seus alunos por meio da conceituação e inspiração de novas possibilidades pedagógicas.

Ao longo do projeto, nossa equipe trouxe uma perspectiva diferente sobre o uso da tecnologia digital como uma nova linguagem, capaz de abordar os problemas escolares e explorar formas de inovar as práticas pedagógicas.

O método adotado nos cursos – baseado na experimentação e na troca de práticas pelos próprios educadores, principalmente por meio de fóruns de discussão – favorece a reflexão sobre como a aprendizagem é construída. Assim, espera-se que as ações vivenciadas pelos professores inspirem a adoção de processos semelhantes com seus alunos, instigando a criação e a pesquisa a partir da mobilização de interesses e curiosidade, observando as possibilidades individuais. O projeto, portanto, conecta inovação pedagógica e tecnologia digital, usando-as como ferramentas para atender às necessidades e desafios diários dos educadores em seus ambientes escolares.

Em um contexto macro, a plataforma Escolas Conectados inova em sua abordagem de escala, que busca maximizar o impacto ao final do processo e não diluí-lo em uma tentativa de crescimento linear, dentro de um ethos hacker que caracteriza a cultura da equipe.

Na prática, isso significa que, embora tenhamos partido de bases conceituais sólidas e tendo trabalhado em projetos semelhantes, assumimos as lacunas em nosso conhecimento e usamos a iniciativa para ouvir os professores e aprender.

Nos dois primeiros anos do projeto, adotamos o conceito de ciclos rápidos: a cada mês propusemos novos cursos, seguidos de ações de escuta por educadores e análise qualitativa. Reinventamos o projeto todos os meses. Então, quando surgiu a necessidade de ampliar, partimos de uma compreensão muito maior das necessidades dos educadores.

A demanda por trazer novos professores para a plataforma, envolvê-los na formação e ouvi-los em uma nova dimensão de escala gerou a necessidade de agregar novas estratégias e conhecimentos, como ciência de dados e growth hacking, bem como repensar as formas de mediação e apoio ao educador (o que chamamos de recepção). Mais uma vez, a tecnologia foi o elemento que usamos para “costurar” essas áreas, onde aplicamos o conceito de ecologia tecnológica, ou seja, uma série de sistemas que trabalham juntos para atender às necessidades do projeto.

Usamos nossas habilidades como desenvolvedores não para “reinventar a roda”, mas para “costurar sistemas” que anteriormente funcionavam separadamente e sem sincronização. Nós apenas desenvolvemos o software que era realmente necessário e promovemos a inovação.